Censorship banner.png

CartaCusco

From Wiki - Hipatia
Jump to: navigation, search


Carta de Cusco

Los participantes de la I CONFERENCIA LATINOAMERICANA Y DEL CARIBE SOBRE DESARROLLO Y USO DE SOFTWARE LIBRE - LACFREE, reunidos en la ciudad del Cusco - Perú del 11 al 13 de agosto de 2003, reconocemos:


  1. Que el software libre es parte integral para la construcción de una sociedad libre, justa, ética e incluyente en que las personas tengan la posibilidad de ayudarse mutua y solidariamente.
  1. Que el software libre respeta la necesidad de preservar el multilinguismo y las identidades culturales en el ciberespacio.
  1. Que las libertades otorgadas al usuario de software libre facilitan la posibilidad de salir del simple rol de consumidores de tecnología para pasar a ser participes activos en la sociedad del conocimiento.
  1. Que la política de licencias de software propietario no es sostenible para las economías de los países en desarrollo.
  1. Que el modelo de licenciamiento libre representa una oportunidad para lograr una igualdad de derechos en el campo tecnológico, disminuyendo la brecha digital y favoreciendo a los usuarios de menores recursos económicos.
  1. Que el desarrollo alcanzado de software libre y el potencial que representa es demostración clara de su rol estratégico hacia la sociedad de la información y el conocimiento.
  1. Que la formación de recursos humanos con pensamiento libre, justo, ético e incluyente es herramienta fundamental para la sociedad y el software libre es un ejemplo de dichos valores.


POR LO TANTO, invitamos a la comunidad internacional, y en particular a los gobiernos y la sociedad civil y dentro de ella y los medios de comunicación a tener presente en los trabajos de preparación y en la realización de la Cumbre Mundial de Sociedad de la Información, lo siguiente:


  • Reconocer, asumir y promover las ventajas del desarrollo y uso de software libre, como parte integral de la construcción de la sociedad de información y el conocimiento.
  • Crear en los estados condiciones políticas de investigación, de formación de respeto que favorezcan la aparición y adopción de medidas a favor del libre flujo de técnicas de software, algoritmos, prestaciones, formatos, protocolos y otros requerimientos de una sociedad de la información y conocimiento sostenible y equitativo.
  • Promover normas legislativas dentro de la visión de un nuevo paradigma jurídico internacional en favor del desarrollo y uso del software libre. En la construcción de este nuevo contexto no deberán existir barreras para el desarrollo de programas que respeten los cuatro principios que constituyen los pilares de software libre.
  • Dar la prioridad al software libre en Educación y Salud para lograr una formación científica y de valores éticos y solidarios.
  • Garantizar la adopción de estándares de uso publico que pueden ser implementados por Software libre en las infraestructuras de red y servicios públicos.
  • Aprovechar las ventajas del software libre para garantizar la seguridad, privacidad y perennidad de la información, principalmente en lo que se refiere a la infraestructura critica.
  • Garantizar la formación de los recursos humanos como soporte para el desarrollo de la Sociedad de la información y en especial del software libre.
  • Desarrollar mecanismos innovadores en el apoyo de la comunidad internacional, dirigidos al ingreso de los países en desarrollo a la sociedad de la información y del conocimiento en condiciones equitativas. Que en los tratados de cooperación económica y de integración sean actualizados con esta perspectiva.


Cusco, 13 de agosto de 2003


  • --


English

The participants of the Ist LATIN AMERICAN AND CARIBBEAN CONFERENCE ON DEVELOPMENT AND USE OF FREE SOFTWARE - LACFREE, meeting in the city of Cusco - Perú from August 11 to 13, 2003, recognize:


  1. That Free Software is an integral part of the building of a free, fair, ethical and inclusive society, where people have the opportunity to help each other in mutual solidarity.
  1. That Free Software respects the need to preserve multilingualism and cultural identities in cyberspace.
  1. That the freedoms given to free software users make it easier for them to become active participants of the knowledge society and not just consumers of technology.
  1. That the license policy of proprietary software is not sustainable for the economies of developing countries.
  1. That the license model of free software represents an oportunity to achieve equality of rights in the area of technology, reducing the digital divide and helping users with fewer economic resources.
  1. That the development that free software has achieved and the potential that it represents, is a clear demonstration that it has a strategic role in creating a knowledge and information society.
  1. That the training of human resources with free, fair, ethical and inclusive

thought is a basic requirement for society, and free software is an example of these values.


Hence, we invite the international comunity, in particular govermments and civil society, including the media, to bear in mind during the preparatory work for and the realization of the World Summit on the Information Society, the following:

  • To recognize, take on board, and promote the advantages of the use and development of free software, as an integral part of building a knowledge and information society.
  • To create within states the political conditions for research and training which favour the appearance and adoption of measures encouraging the free flow of software techniques, algorithms, services, formats, protocols and other requirements of a sustainable and just knowledge and information society.
  • To promote legislative norms within the vision of a new legal international paradigm in favour of the use and development of free software. In the construction of this new context there shall not exist barriers to the development of programs which respect the four principles which constitute the pillars of free software.
  • To give priority to free software in education and health to achieve a scientific training as well as values of ethics and unity.
  • To guarantee the adoption of publicly available standards which can be implemented by free software in the infrastructures of both public services and networks.
  • To use the advantages of free software to guarantee the security, privacy and perenniality of information, especially in relation to critical infrastructure.
  • To guarantee the training of human resources as support for the development of the information society and in particular of free software.
  • To develop innovative mechanisms with international community support, aimed at entry to the knowledgment and information society by developing countries in equal conditions. That the treaties for economic cooperation and integration will be updated within this perspective.


Cusco, August 13 2003

  • --

Português

Os participantes da I CONFERÊNCIA LATINO-AMERICANA E DO CARIBE SOBRE DESENVOLVIMENTO E USO DO SOFTWARE LIVRE - LACFREE, reunidos na cidade de Cusco, Peru de 11 a 13 de agosto de 2003, reconhecemos:


  1. Que o software livre é parte integrante da construção de uma sociedade livre, justa, ética e includente, em que as pessoas tenham a possibilidade de ajudar-se mutua e solidariamente.
  1. Que o software livre respeita a necessidade de preservar o multilingüismo e as identidades culturais no ciberespaço.
  1. Que as liberdades outorgadas aos usuários do software livre facilitam a possibilidade deles saírem da simples função de consumidores de tecnologia para se tornarem participantes ativos na sociedade do conhecimento.
  1. Que a política de licenças de software proprietário não é sustentável para as economias dos países em desenvolvimento.
  1. Que o modelo de licenciamento livre representa uma oportunidade para atingir uma igualdade de direitos no campo tecnológico, diminuindo a lacuna digital e favorecendo aos usuários de baixos recursos econômicos.
  1. Que o desenvolvimento alcançado pelo software livre e o potencial que representa é uma prova clara de sua função estratégica rumo à sociedade da informação e do conhecimento.
  1. Que a formação de recursos humanos com pensamento livre, justo, ético e includente é uma ferramenta fundamental para a sociedade, e o software livre é um exemplo de tais valores.


PORTANTO, convidamos a comunidade internacional e, em particular aos governos e a sociedade civil e, dentro dela, aos meios de comunicação, a terem presente nos trabalhos de preparação e na realização da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, o seguinte:

  • Reconhecer, assumir e promover as vantagens do desenvolvimento e uso do software livre como parte integrante da construção da sociedade da informação e do conhecimento;
  • Criar nos Estados condições políticas de pesquisa, de formação de respeito, que possibilitem a aparição e adoção de medidas a favor do livre fluxo de técnicas de software, algoritmos, prestações, formatos, protocolos e outros requerimentos de uma sociedade da informação e conhecimento sustentável e eqüitativa;
  • Promover normas legislativas dentro da visão de um novo paradigma jurídico internacional a favor do desenvolvimento e do uso do software livre. Na construção desse novo contexto, não deverão existir barreiras para o desenvolvimento de programas que respeitem os quatro princípios que constituem os pilares do software livre;
  • Dar a prioridade ao software livre na Educação e Saúde para conquistar uma formação científica e de valores éticos e solidários;
  • Garantir a adoção de estándares de uso público que possam ser implementados por Software livre nas infra-estruturas de rede e serviços públicos;
  • Aproveitar as vantagens do software livre para garantir a segurança, privacidade e permanência da informação, principalmente no que diz respeito à infra-estrutura crítica;
  • Garantir a formação dos recursos humanos como suporte para o desenvolvimento da Sociedade da informação e em especial do software livre;
  • Desenvolver mecanismos inovadores com o apoio da comunidade internacional, direcionados ao ingresso dos países em desenvolvimento à sociedade da informação e do conhecimento em condições eqüitativas. Que os tratados de cooperação econômica e de integração sejam atualizados sob essa perspectiva.


Cusco, 13 de agosto de 2003


  • --

Italiano

Dichiarazione di Cuzco

I partecipanti alla I CONFERENCIA LATINOAMERICANA E DEL CARIBE SULLO SVILUPPO ED USO DEL SOFTWARE LIBERO - LACFREE, riuniti nella città di Cuzco - Perú dall'11 al 13 di agosto del 2003, riconoscono:

    1. Che il Software Libero è parte integrante nella costruzione di una società libera, giusta, etica ed includente in cui le persone abbiano la possibilità di aiutarsi vicendevolmente e solidariamente.
    2. Che il Software Libero rispetta la necessità di preservare il multilinguismo e le identità culturali nel cyberspazio.
    3. Che le libertà assicurate all'utente di Software Libero facilitano la possibilità di lasciare il ruolo di semplici consumatori di tecnologia per diventare attori attivi della società della conoscenza.
    4. Che la politica delle licenze del software proprietario non è sostenibile per le economie dei paesi in via di sviluppo (e nemmeno per quelle dei paesi ricchi N.d.T.).
    5. Che il modello delle licenze libere rappresenta una opportunità per ottenere una uguaglianza di diritti nel campo tecnologico, diminuendo l'esclusione digitale (a.k.a. digital divide N.d.T.) e favorendo gli utenti con meno risorse economiche.
    6. Che lo sviluppo raggiunto dal Software Libero ed il potenziale che rappresenta è la dimostrazione lampante del suo ruolo strategico per la società dell'informazione e della conoscenza.
    7. Che la formazione di risorse umane al pensiero libero, giusto, etico ed includente è lo strumento fondamentale per la società ed il Software Libero è un esempio di questi valori.


Pertanto, invitiamo la comunità internazionale, e in particolare i governi e la società civile e, dentro di essa i mezzi di comunicazione, a tener presente nei lavori di preparazione e nella realizzazione del Summit sulla Società Mondiale dell'Informazione, ciò che segue:


    • Riconoscere, assumere e promuovere i vantaggi dello sviluppo ed uso del Softaware Libero, come parte integrante della costruzione della società dell'informazione e della conoscenza.
    • Creare negli stati le condizioni politiche di ricerca, di formazione e di rispetto che favoriscano la nascita e l'adozione di misure a favore del libero flusso delle tecniche software, degli algoritmi, delle prestazioni, dei formati, dei protocolli e degli altri strumenti di una società dell'informazione e della conoscenza sostenibile ed equa.
    • Promuovere le norme legislative all'interno di una visione di un nuovo paradigma giuridico internazionale in favore dello sviluppo ed uso del Software Libero. Nella costruzione di questo nuovo contesto non dovranno esistere barriere per lo sviluppo di programmi che rispettino i quattro principi che costituiscono i pilastri del Software Libero.
    • Dare la priorità al Software Libero nell'Educazione e nella Salute per ottenere una formazione scientifica e di valori etici e solidali.
    • Garantire l'adozione di standard di uso pubblico che possano essere implementati con Software Libero nelle infrastrutture di Rete e nei Servizi Pubblici.
    • Sfruttare i vantaggi del Software Libero per garantire la sicurezza, la privacy e la perrenne conservazione dell'informazione, principalmente per quello che riguarda l'infrastruttura critica.
    • Garantire la formazione delle risorse umane che possano fornire il supporto allo sviluppo della società dell'informazione e specialmente del Software Libero..
    • Sviluppare meccanismi innovativi in appoggio alla comunità internazionale, orientati all'ingresso dei paesi in via di sviluppo alla società dell'informazione e della conoscenza in condizioni paritarie. Che i trattati di cooperazione economica e di integrazione siano aggiornati con questa prospettiva.
     Cusco, 13 di agosto del 2003
  • --

Créditos / Credits

Tradición para o Português: Gabriela Petit PSL-RS

Translation to English: Rudy Godoy; edited by Graham Seaman

Traduzione in Italiano: Stefano Barale, versione html